Segunda-feira, Setembro 01, 2008
7:06 PM
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INSÔNIA, ANOS INCRÍVEIS E UM POUCO DAQUELE DICIONÁRIO
AQUELA NOITE eu nunca soube, até aquele momento, o quanto doía perder algo que você realmente nunca teve
7 DE SETEMBRO se não sabe o que sinto por você e o quanto é importante, não sabe nada
MEMÓRIAS talvez não seja assim que aconteceu, mas é assim que deveria ter acontecido e é assim que eu gosto de lembrar
DIPLOMA quando se tem toda a vida pela frente e todos os caminhos levam para casa
MANUAL BÁSICO SOBRE MIM enquanto algumas pessoas pensam em como as coisas são e perguntam , por quê? eu penso em como tudo poderia ser e pergunto, e por que não?
O RONCO ALI DO LADO acho que, de certa forma, todos somos rejeitados. isso até que a gente ache alguém que combine com a gente, alguém que nos desafie a ser o melhor que pudermos. alguém que nos entenda, mesmo quando damos o pior de nós. foi aí que comecei a perceber como isso era raro
FACEBOOK brinquedo novo :)
7:05 PM
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SUGARCUBES DIVIDIDOS EM 77 PEDAÇOS DE MOMENTOS, INFINITOS PEDAÇOS DE PESSOAS E NO BOEING 777 DA TAM
Sem muita noção de tempo ou espaço. É assim que eu estava caminhando no aeroporto de São Paulo quando fui surpreendida pelo merecido descanso de uma primeira classe de um Boeing 777 da TAM. Estava voltando de uma viagem de 10 dias pelo mundo inteiro e um pedaço de futuro, iniciada às vésperas de uma postulação enviada durante o São João para participar do comitê de organização do YouCan, conferência internacional da AIESEC que aconteceu este ano em São Paulo.
Estar no Youcan significou rever amigos de viagens e de vida e descobrir uma infinidade de outros. Faça as contas. Foram 10 dias trabalhando com um time de 21 pessoas (alguns destes divididos com outro time de mais de 50 pessoas que já está junto há mais de um mês) de 4 continentes para organizar uma conferência para umas 250 pessoas de mais de 30 países, que acontecia paralelamente a outras 2 conferências com aproximadamente 1.000 pessoas dos mais de 100 países em que a AIESEC existe. Este ano aconteceu em São Paulo, em 2009 será na Malásia, mas pensando bem qualquer lugar em que isto pise se desterritorializa e vira um espaço internacional calcado no AIESECway sob um ritmo tunak tunak.
Uma destas 2 conferências era o IC. Em outras palavras, esta é A conferência da AIESEC. A mais importante porque reúne todos os presidentes nacionais da organização para pensar em estratégias de crescimento, questões globais, desafios, liderança e intercâmbios no sentido mais orgânico e cru que esta palavra pode ter. Trocas. Sim, vamos trocar uma idéia.
Se em uma pessoa só já cabe um mundo, falta espaço e alma para estes números aí de cima (ou para esta lista aí de baixo). Entre pré-meetings, computadores, flipcharts, nutelas, internet instável, snaps, pó de guaraná, planejamentos, palestras, olhares, cervejinhas, sorrisos, fotos, feiras culturais, abraços, dancinhas, vendas, cancan, conversas e baladinhas proferidas em língua global dissolvem-se quaisquer distâncias ou limites.
Na verdade, ainda faltam limites – mesmo que sob a forma de palavras, lembranças ou fotos – para os pensamentos e conjecturas que uma experiência como esta faz. Na verdade, na verdade, uma experiência como está é basicamente isto: perder limites. Ser quem você é (e ir até onde isto dói ou ri mais). Construir-se melhor. Descobrir em outras pessoas, em pouco tempo, pedaços de ti que vão ficar ali para sempre, sem volta e talvez sem reencontro (mas definitivamente com mais sensação de intercâmbio do que de perda). Descobrir asas – maiores do que você pode imaginar. Trocar sonhos ou simplesmente algumas palavras. Descobrir mundos inteiros em uma só pessoa. Ou em um só lugar. Desenvolver um depois. Sem limites. E em 77 pedacinhos*.
*Tinha uma amiga que quando pequena dizia para o avô que o amava vezes o infinito dividido em pedacinhos, porque qualquer coisa dividida em pedacinhos parece ficar maior.
Domingo, Agosto 31, 2008
9:54 PM
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SETENTA E SETE
1. Número não identificável ligando para o meu celular em pleno domingo à noite e me recepcionando como OC Conference Items.
2. Chats que sempre passavam da hora
3. 24h sem dormir iniciadas com muitos quilos de camisas no MC
4. Tarde na 25 de março com Jumanji, Cainã, Copinho e o seu príncipe encantado
5. Pizza no Habibs depois de um dia exausto. Conversas iniciais. E agora parece tão distante aquele distanciamento inicial.
6. Van carregada de expectativas percurso São Paulo | Itapecerica da Serra
7. Chegada no Delverde. Abraços, finalmente.
8. Abraço de Gabriel (o último havia sido no São João, exatamente onde isto começou)
9. O encontro com o João, que tomei pelo braço quando pensava que estava perdido no sofá (mas daí bastaram alguns dias para perceber que o João é o tipo de pessoa que nunca se deixa estar perdido. A perdição do sofá era racionalmente planejada)
10. Chegada da Dani para quase completar o time
11. Email da Ghayane e chegada do Pedro, com cara de menino pequeno descobrindo tudo
12. Expectativas sob uma blusa de cancan e uma sala de Chill-out
13. Intermináveis mudanças entre poeiras, caixas infinitas, risadas, banhos e mudanças de roomies
14. Banho com Cainã cantando no banheiro
15. Não ter noção de tempo no sábado, apenas um dia depois de ter chegado
16. Chegadas de delegados do IC para o premeeting
17. Gabriel constrangendo as pessoas que olhavam para sua credencial com gritos
18. As havaianas mais tensas da minha vida
19. Amigo secreto no momento em que mais me senti não-sozinha com a pessoa mais querida naquele momento.
20. Bolhas de sabão, pedaços de lugares, panelas de barro e cidades invisíveis
21. Logística perfeita no Check-in
22. Cheiros, gostos, cores e trocas do Global Village. Inebriante.
23. João com a sua “camisola” de sol e lua que brilha no escuro
24. Plenária de abertura e a Laís sentindo falta de um banner, entre outras coisas
25. O Cancan mais confuso de todos os tempos
26. Brazilian Night: Entre adress and dress
27. Dani contando sobre todo o seu carma germânico
28. Os bicos e caretas de Ricardo (que eu conheci enquanto um indiano ria de coisas sem mínima graça faladas por um italiano)
29. O Cainã contando que caiu da escada para a Rússia e a gente rindo da gordinha que não entendia nada ao lado.
30. O linda mais linda que eu ouvi em toda a minha vida, passeando do lado do Eliabe
31. O Cainã com um top5 que mudava a cada nova leva de gringalhada que chegava
32. Eu e o Ricardo na piscina conversando da vida, da AIESEC e dos planejamentos – que provavelmente estão mais confusos agora – para o futuro.
33. Ricardo conversando com o MCP da China, enquanto Houston, we have a problem se transformava única e simplesmente em um "E agora, José?"
34. João esperando uma pequena lesma a acabar mais uma de suas intermináveis refeições enquanto conversávamos sobre coisas que massagem não tira. Encontro de extremos entre uma bela dupla.
35. O Jumanji comprando refrigerante para mim e para o Ricardo enquanto tentávamos acabar com uma lista de 2000 linhas no excel
36. Oswaldo e suas massagens ou coreografias
37. A Nara se divertindo sozinha com listas intermináveis de pessoas e quartos
38. Jumanji cortando estrelas durante um dia inteiro
39. Eu recortando a agenda que ficaria atrás do crachá direitinho
40. Sessão de fotos com um sol e luz perfeitos
41. Conversas confidenciais ao pé da cama com Gabriel sobre tudo que acontecia na conferência. Todos os dias, nos melhores horários e com os detalhes o mais sórdidos possível
42. Rever amigos do Conosur
43. Dançar o Roll Call de Salvador pulando forte no palco
44. Ter um pedacinho de Recife no meio disto tudo
45. Trabalhos fordistas com a Bruna ouvindo Jack Johnson
46. Copinho envolta de um estranho sotaque & sovaco
47. Dinâmica de tiros disparada por um hadoukem
48. Soakmean, workaholic, dormindo entre os computadores
49. O Oswaldo dizendo "o que importa é ser feliz", porque não tem frase que o defina melhor.
50. Gabriel desconversando conversars entre os melhores abraços
51. Fantasias criativas como Nemo, Superhomem, Corcunda, MCP e o mais lindo céu de estrelas douradas possível
52. Ninguém é de ninguém ganhando diferentes sotaques e traduções
53. Capuccino e chocolate quente na melhor performance de Gabriel e Bruna
54. Comer pipoca escondido atrás do refeitório
55. Uma festa latina dormida por 3h mas curtida imensamente por 1h
56. Sokmean fazendo o vídeo da Ghayane
57. Festa inteiramente bêbada com reencontros, sorrisos e otras cositas mais. Do Oiapoque ao Chuí.
58. A Copinho pedindo uma blusa para o delegado do ônibus da Bruna
59. Uma festa à base de conversa, confidências e pirulito para adoçar a vida
60. Lembrar do Leo Dan, cantando "Te extrano mi amor" em meio a uma festa
61. Risada da Nara junto da risada da Bruna durante as festas
62. A guerra da Rússia contra a Geórgia se desfazendo em um abraço
63. A Laís me ajudando a dizer não 7 vezes, de maneira educada, para a mesma pessoa
64. Tangos argentinos dançados em palavras
65. Acordar delegados coletivamente com a infame resposta “You Can”
66. Jinjin ganhando eleição de mais bonito e conversas sobre futuro, ONGs e prisões
67. Um cachecol colorido vindo da Bolívia através da América
68. Passagem adiada um dia para festa do IC
69. Abraço de despedida vermelho, subindo as escadas do Delverde
70. Outra passagem adiada chegando de surpresa durante a plenária de encerramento
71. Roll call russo à moda russa
72. CEE: cerveja de cereja, 80graus com pozinho, chocolate com fogo, licor de chocolate, nutella e sofá da entrada do hotel
73. Rebeca contando o que não se pode contar por aqui
74. Gabriel ganhando uma bata nigeriana
75. Delverde vazio um dia depois de acabada a conferência
76. Cath e Jumanji trancados do lado de fora do MC com todas caixas do Youcan
77. Fotos com comentários que mal cabiam no sofá da Dona Brígida
Sexta-feira, Agosto 29, 2008
4:08 PM
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UPDATES
OU EM OUTRAS PALAVRAS
Gustavo voltou da França.
Carol voltou do grupo de emails.
Carina voltou de São Paulo.
Alfredo voltou de Cah.
Dui voltou da MOOZ, depois do desenho bacanoso do SET.
Patrícia voltou do Canadá.
Júlia voltou de Marina.
Lika voltou de carro novo.
OU AINDA
1:14 PM
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HOME, SWEET HOME
28 de agosto de 2008, 21:24:07 e o mundo é literalmente nada.
1:14 PM
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HOME, SWEET HOME
Quarta-feira, Julho 02, 2008
11:13 PM
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ADORO FAZ
er o jogo dos sete erros, as palavras cruzadas e o sudoku do diário de pernambuco. só porque tem gosto de hábito.
Carina Calabria
20 e poucos anos
Desejo de ir além das aparências, tentar descobrir nas pessoas qualquer coisa imperceptível aos sentidos comuns.
Compreensão de que as diferenças não constituem razão para nos afastarmos, nos odiarmos.
Certeza de que não estamos certos, aptidão para enxergarmos pedaços de verdade nos absurdos mais claros.
Necessidade de compreender, e se isto é impossível, a pura aceitação do pensamento alheio.
Arquivo
Cete